Deixámos finalmente o aziago ano de 2012 e as oportunidades do novo ano perspectivam o renascer do desporto regional. Ou talvez não… De facto, se tentarmos perceber de que forma funciona a burocracia desportiva da Madeira, rapidamente se perceberá que novidades (que é como quem diz, dinheirinho…) só lá para Março e temo que não sejam para todos… No entanto, as associações e clubes vão fazendo o que podem com a ajuda dos pais dos atletas que, agora mais do que nunca, são chamados a contribuirem com o que podem e às vezes com o que não podem. O mais frustrante desta história é que durante este tempo todo ninguém discute o futuro do Desporto na Madeira. Se uns se preocupam legitima e compreensivelmente em receber nem que seja um vintém, outros aguardam nos gabinetes que os Reis Magos venham acenar com a Mirra, o Incenso e o tão ansiado Ouro! Com esta espera, perdem-se oportunidades, recursos mas sobretudo vontade. Vontade de acreditar em quem manda, vontade de ajudar quem quer, vontade de ter vontade. Após a euforia dos votos que a maioria faz no bater das 12 badaladas, voltamos agora à triste realidade, ao dia a dia cada vez mais penoso do povo que teima em ser cúmplice do nosso destino. A política desportiva deste país tem o seu expoente máximo na Madeira: o retrato fiel do desinvestimento nos recursos humanos e estruturais. A Madeira investiu demasiado para agora renunciar e descartar o que pode ser o início de uma nova era na política desportiva madeirense. Ao invés, e depois de tantos tiros nos pés, parece mais a continuação do princípio do fim…

Arlindo Silva, Universitário