José António G. de Freitas Foi com satisfação que soube que o CR7 vinha à Madeira, a sua terra natal, acompanhado da sua namorada, passar o fim do ano. Apesar de ser uma visita relâmpago, mas compreensível por esta altura dos campeonatos de futebol a decorrer. É mais um filho da terra que não esquece as suas origens. No entanto a minha satisfação foi por pouco tempo. Pelas imagens transmitidas pela televisão, quando saía do aeroporto, foi evidente a arrogância, a irritação do craque. Ouvíamos as pessoas a chamarem por este, alguns jornalistas presentes e o CR7, nem uma palavra, um sorriso ou um aceno. Bastavam três segundos do seu precioso tempo para agradar os conterrâneos, seus fãs que lá estavam. Caro CR7, é preciso saber lidar com a fama. Não há volta a dar. Você é uma figura pública internacional, e os seus admiradores merecem uma atenção da sua parte. Naturalmente, a pressão dos médias e outras já não sabem tão bem como no início da fama, mas não se esqueça que a vida de um profissional do futebol é curta e quanto menos esperar, vai desejar o carinho, a atenção do público, dos seus fãs que são muitos aqui na região. Nessa altura, por disponibilidade de tempo, virá mais vezes com certeza à ilha, e os madeirenses habituados a serem rejeitados, mas com um sentido de perdão enorme irão recebê-lo de braços abertos.