De acordo com dados cedidos pelo Ministério da Justiça, cerca de 28 mil empresas fecharam durante o ano de 2012. O saldo líquido entre aberturas e encerramentos foi positivo (29 311 negócios criados contra 27 683 encerrados), no entanto, o desemprego aumentou, o que revela muitas fragilidades na renovação empresarial do país. Os números do desemprego comprovam que, apesar da criação de novas empresas, os postos de trabalho a elas associadas não compensam os que estavam associados àquelas que foram fatalmente encerradas. Estas estatísticas são um reflexo do país e das poucas respostas que o Estado encontrou para enfrentar a crise. As actividades que maiores aberturas registam são, ao mesmo tempo, as responsáveis pelo maior número de encerramentos. Tal, é condição para afirmar que, infelizmente, fechar uma empresa, despedir os seus funcionários e abrir outra empresa, contratando menos funcionários para realizarem as mesmas funções, é uma solução cada vez mais popular. Relativamente à dispersão geográfica dos dados cedidos pelo Ministério, Lisboa liderou tanto ao nível de fechos como de aberturas, apresentando assim o maior saldo líquido positivo com 3 273 empresas. O pior classificado desta estatística é a Madeira, com um saldo negativo (e único ao nível do país) de 185 empresas (702 novas empresas contra 887 encerramentos). Parece-me que esta realidade deveria ser mais estudada, procurando-se novas formas de atrair investimento estrangeiro para a Pérola do Atlântico e para que, em 2013, não voltemos a ter este balanço negativo ao nível empresarial.
Gonçalo Quintal, Colaborador da AAUMa