O Estado Social é um tipo de organização económica e política que coloca o Estado como agente da melhoria social e da organização da economia. Desta forma, o Estado é a potência regulamentadora de toda a vida e saúde social, política e económica do país, ouvindo os sindicatos e as empresas privadas, em níveis diferentes, de acordo com o estado democrático de cada país. Assim, não restam dúvidas de que cabe ao Estado acautelar serviços públicos e protecção ao povo. Após o fim dos governos totalitários da Europa Ocidental e com a hegemonia dos governos sociais-democratas, o conceito de cidadania fez desenvolver esta noção de Estado Social, com base na concepção de que existem direitos sociais indissociáveis à existência de qualquer cidadão. Como tal, todo o indivíduo teria o direito, desde o seu nascimento até à sua morte, a um conjunto de bens e serviços que deveria ter o seu fornecimento garantido fosse directamente através do Estado ou indirectamente, mediante seu poder de regulamentação sobre a sociedade civil. Esses direitos incluiriam a educação em todos os níveis, a assistência médica gratuita, o auxílio ao desempregado, a garantia de uma renda mínima, apoios para a criação dos filhos, etc. Hoje em dia o futuro é incerto. Estamos a viver em plena crise e as reformas que aparecem tentam resolver problemas mas sem grandes resultados. A direita diz que não há dinheiro e que é preciso apoiar reformas. A esquerda diz que dinheiro há, ele está é mal distribuído. Não estará?
Patrícia Spínola - Colaboradora da AAUMa