Só pode haver pouco para fazer de importante que justifique 54 romagens solitárias às freguesias fartas de visitas oficiais, de promessas fáceis e de estratégias rotuladas de amplos debates, mas sem espaço para o confronto. Só quem pode, mas não manda, arranja tempo para mascarar a dura realidade, entretendo-se com exercícios supostamente democráticos, concebidos para ouvir as bases que se queixam de pouco falarem e para promover quem tem mérito, embora sem sinal de rupturas com clientelismos com décadas. Só quem já tudo decidiu para dar lugar aos de sempre ou aos seus clones - muitas vezes mal aconselhado por especialistas na intriga e nos ajustes de contas locais, os mesmos que se revelaram recentemente incapazes de pagar facturas que esconderam na gaveta, de perceber sinais dos tempos ou até inclinações de árvores - finge que toma nota dos desejos de mudança timidamente revelados, no caso, mais pelas ausências ou silêncios do que por palavras. O 'volta à ilha' regressou para a propaganda das futilidades numa altura em que deveria trabalhar com afinco em nome daqueles que o elegeram. Fala alto para abafar a angústia e as fragilidades dos fracos, dos pobres e dos que têm fome. Louva os medíocres de modo a ter assunto susceptível de esconder a excelência premiada internacionalmente. Dá tolerância de ponto quando os madeirenses anseiam por trabalho na região campeã nacional no desemprego e precisam de pontes com tudo o que será decisivo para que possam sobreviver sem perder a dignidade e valores. Liquida a iniciativa privada e atenta contra o pluralismo de opiniões... Em vez de esforçar-se como nunca para esbater o crescente e perigoso fosso entre o Estado e a Região, resolve dar descanso à araras, tornando a vida deste povo humilde, um dia superior, num inferno sem precedentes. Se quisesse, apesar de ter esbanjado tudo o que era margem negocial, tentava acabar com as discriminações intoleráveis, não dava descanso à exótica República e acabava com interesses instalados no seu partido. O 'volta à ilha' da minha infância, o da venda ambulante e do folclórico 'pão de forma', metia respeito, fazia-se ouvir, mas só vendia o que tinha. Que saudades. Carlos Pereira, Líder parlamentar do PS-M Esmerou-se no trabalho comparativo entre as quatro leis de finanças regionais. E concluiu que importa apresentar um conjunto de propostas para alterar a pior lei de sempre. Quem se oporá à luta contra o empobrecimento? Jorge Tomé, Presidente do Banif Quer que os investidores madeirenses tenham maioria relativa do capital do banco. Garante não encerrar mais balcões na Região. Promete solução para a continuidade saudável do grupo Sá. Quem assim fala, não se fica pelas boas intenções. António Trindade, Admistrador do Porto Bay É o primeiro assumir que as distinções atribuídas pelos clientes são as mais ambicionadas pelos hoteleiros de todo o mundo. Ter sete hotéis premiados a esse nível e na lista de honra do TripAdvisor é obra. Uma obra que não é do acaso. Leonardo Jardim, Treinador Tudo aponta para que tenha sido vítima da ingratidão. Foi despedido do Olympiacos sem nunca ter perdido e deixa a equipa na liderança do campeonato. Pelos vistos só lhe faltou resolver a crise grega. Merece um prémio de consolação. Marcos Freitas, mesatenista É o primeiro madeirense a integrar uma selecção europeia. O olímpico continua assim a crescer no mundo do ténis-de-mesa, o que só é possível graças à paixão, trabalho e dedicação, atitude que falta a muitos acomodados.