Enquanto estivemos distraídos na complexidade deA Casa dos Segredos ou com a rapariga que quer uma mala de 3 mil euros, saiu um relatório agradável do FMI. Se calhar deveríamos deixar um pouco de lado as futilidades e perceber o que se passa. Ora, o relatório de que se fala apresenta um conjunto de recomendações que sugerem um corte de 4 mil milhões (!) na despesa pública.Mesmo sem perceber nada de economia, consigo concluirser óbvio de que isto não se trata de incentivar o crescimento económico, mas não saber como fazê-lo. É cortar porque é mais fácil e, desta feita, será ganha a confiança dos investidores. Note-se de que esta maneira de pensar é a mesma desde que se começou a cortar e continuamos na mesma. Sem querer falar nos 50 mil professores que recomendam deixar no desemprego, nos aumentos de impostos, etc. Também o Ensino Superior é referido. Ao que parece, os estudantes representam uma enorme despesa pública e, então, devem ser aumentadas as propinas. Claro! Não bastam o seu aumento no último ano, a falta de bolsas de estudo e todas as outras despesas, principalmente a nível de alimentação e transporte. Eu não quero pensar que isto sequer esteja a ser ponderado. Sabemos de quese trata apenas de um simples conjunto de recomendações. Mas, segundo aquilo que eu penso e tenho visto nos últimos anos, este trará mais miséria a Portugal. Não há nada decidido e, citando o Primeiro-Ministro, este relatório "não será a Bíblia do Governo". A ver, vamos!
João Francisco Baptista, Colaborador AAUMa