As grandes superfícies, apesar da época de saldos, andam quase às moscas. Ninguém sabe, mesmo as empresas, quanto irão receber os trabalhadores portugueses em Janeiro, com aquela fartura de duodécimos, sobretaxas e outras alcavalas. Só mesmo um FMI para descortinar o vencimento que nos espera, depois daquele estudo onde o melhor seria despedir todos os funcionários públicos para equilibrar as contas do país. E quem quisesse, teria de pagar para trabalhar na pesada máquina do estado. Acho que os primeiros a despedir seriam os inseparáveis Gaspar e Coelho, mais a tropa toda que veio com eles na enxurrada. Foram eles que não conseguiram poupar um cêntimo na despesa do país, a começar pelos seus gabinetes, cartões de crédito e despesas de representação. Qual a moral destes dois, quando os portugueses conseguiram viver com muito menos durante dois anos e se preparam para o fazer com menos ainda em 2013?! Isto de viver com austeridade é como tentar chegar à rotunda do campo da barca à noite e evitar os buracos da estrada, mesmo encegueirado por aquele holofote que "alumia" o campo do Liceu. Não bastam as crateras que nos fazem espetar mais 150 euros pelo pneu, agora querem avançar com aquela de conduzir sem ver a estrada, quanto mais os buracos. Parece que a herança desta câmara serão as paisagens lunares e as obras que nunca mais acabam. Em vez de andarem às guerras com becos e travessas municipais, acabem os trabalhos em Santa Maria Maior, pelo menos, da Conde Carvalhal para cima. Já não se aguenta o pastoreio no Caminho do Palheiro. Podem não ganhar o céu dentro do PSD, mas ganham o apreço de quem vive e circula na freguesia. Olhe que são muitos… São mais do que o número de receitas da senhora doutora do Porto Santo, afinal ela só passa cinco por dia, o que significa a proibição de adoecerem mais porto-santenses diariamente. Imagino que, em pleno Verão, o número deve subir para seis ou sete…quase tantos como a quantidade de doentes que determinados médicos atendem nos centros de saúde, recusando-se a atender mais alguém mesmo que esse alguém esteja em más condições. Pense o leitor que seria num consultório privado ou numa clínica, onde são às dezenas os atendidos. Muito mal vai a medicina, quando há (espero que poucos) médicos que se esquecem do juramento que fizeram no início de carreira e diferenciam a sua atitude do público para o privado. Quando se sabe que há bons médicos que até pela noite dentro fazem consultas a crianças, seria de esperar que no cumprimento do horário no serviço público, ao menos, passem a receita. O Zé agradece. A finalizar, num triste epílogo de uma brilhante carreira, Lance Armstrong reconheceu que se terá dopado. Não é a primeira estrela do desporto que desilude os admiradores. A dúvida que fica é simples: para quê doping e tanto esforço e tanta ganância de estrelato quando se sabe que, no fim, o que fica para a posteridade é a vergonha de perder os títulos e a imagem de ídolo que se criou?! Tal como aqueles condenados que ficam com pena suspensa. Não será a vergonha da condenação superior à suspensão da pena, mesmo que alguém fique contente para os lados de Santana? Será que não podiam aplicar a pena suspensa ao sr. Costa Neves? Ou ficaria ele melhor assim, expulso de um partido além do qual vai a sua vida? Há recursos que nunca se devem meter, pergunte aos alunos de escolas secundárias que eles dizem de sua justiça.
Paulo Gomes