Como é possível que, num momento em que o orçamento regional custa cada vez mais aos madeirenses em impostos, o desporto profissional leve ainda 13 milhões de erros por ano do nosso dinheiro? Como é possível que, quando há ainda 150 famílias por realojar das que ficaram sem casa no temporal de 20 de fevereiro de 2010 e pelo menos 90 famílias a viver em zonas de elevado risco no Funchal, 18 milhões de erros do dinheiro para ajudar à recuperação sejam utilizados para construir um novo cais de acostagem e um porto de recreio na baía do Funchal? Como é possível que, quando ainda há pontes e estradas abatidas passados que estão quase 3 anos desde o temporal de 2010, o governo regional gaste na marina do Lugar de Baixo mais 5 milhões de euros do dinheiro da solidariedade nacional? Como é possível que, quando as escolas continuam sem resposta às suas necessidades básicas, o milhão de euros transferido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para o governo regional seja aplicado no desporto profissional? Como é possível que, quando os reformados vêm as suas pensões a diminuir, o presidente do governo regional da Madeira continue a acumular o seu ordenado e a sua reforma num total que ultrapassa os 10 mil euros por mês? Como é possível que, num momento em que há bombeiros com ordenados em atraso, o governo regional continue a desterrar 4 milhões de euros por ano no Jornal da Madeira só para fazer propaganda de Alberto João Jardim? Como é possível que, ao mesmo tempo que o governo regional define preços proibitivos para os combustíveis comercializados na Madeira e Porto Santo, o custo dos transportes públicos não pare de subir, deixando apeados os madeirenses com menos recursos? Tudo isto, e muito mais, é possível porque somos governados por alguém que há muito perdeu a noção das prioridades e das suas responsabilidades.
Hélder Spínola - Deputado do PND