Ninguém pode continuar imperturbável face ao retrato que o FMI acaba de nos fazer. As propostas para acabar com o porreirismo e a impunidade são, de facto, alarmantes. E, para um povo que sempre preferiu 'acreditar no Pai Natal' ou na areia atirada aos olhos pelos políticos popularuchos, custa a engolir. Mas um dia teria de ser. A quota parte que compete à Madeira é assustadora. Mas previsível e realista. Resta saber se podemos continuar a deixar que nos contem 'histórias de embalar' ou que desenterrem 'revoluções' que nunca fizeram - porque seriam um desastre, com têm sido um grande número das suas opções políticas, económicas e sociais. Temos de acordar. Já é tarde, mas é preciso acordar. E há que juntar um outro dilema: correr com quem nos conduziu desta forma criminosa, ou responsabilizá-los com a gestão das borradas que fizeram. É difícil escolher, mas até lá temos que viver com o que temos. E o que temos são questões concretas como a do Desporto, que afecta tanta gente, ou a do 'Atalaia Living Care', que mexeu com a vida de uma centena de idosos e com o trabalho de uma série de profissionais. Duas situações diferentes, a mesma forma desastrosa de assumir responsabilidades. No Desporto, devido à euforia e ao masoquismo presidenciais, uma série de incompetentes 'paus mandados' tiveram uma década para, a tempo e horas, reorganizar e redefinir o modelo moribundo que acabou por desfalecer nas suas mãos. Nada fizeram, apenas se aproveitaram das benesses, com cumplicidades em tudo o que é clube e associação desportiva. Hoje têm nome em escolas e outras barbaridades. Curioso é ver que, entre tanto palpite e estratégia em público, ninguém se refere directamente ao 'pai da criança'. Para os nossos dirigentes, que andam agora com as calças na mão, o presidente do Governo não tem nada a ver com isto. Claro, é muito mais fácil 'bater' em Jaime Freitas, que aterrou ali há meia dúzia de dias. Ou então em Ventura Garcês, por não pagar o que não tem. Na questão dos idosos do 'Atalaia' passou mais uma semana e o senhor governo continua a ajeitar os vários interesses pela ordem que não é a prioritária. Caso contrário, para ser consequente, já teria ponderado começar rapidamente de novo: se é mais rentável para as finanças públicas colocar parte dos idosos sob a alçada privada, porque não desafiam outros hotéis da nossa praça a adaptarem uns quartos para recebê-los? Com a crise que aí vai e com uma receita certinha, como é o caso, haveria muitos hoteleiros em prontidão em menos de dois meses. A outra clientela, incluindo familiares de quem decide, é que não ia gostar mesmo nada... Alexandra Mendonça, Presidente Portos da Madeira O Funchal foi o porto nacional que mais escalas de cruzeiros registou em 2012. Também atingiu impressionantes 593 mil passageiros. Manuel Martins, Pároco de Machico Impediu o JM dentro da igreja. Outros preferem fazer que não vêem. As igrejas não comercializarm produtos. Políticos ou outros. Ricardo Ruel, Empresário - Taberna da Esquina Seguiu outros bons exemplos na Zona Velha do Funchal e conseguiu bom resultado final, com mais um restaurante e um prédio vistoso. Carlos Baptista, Director-geral da Insular A farinha de batata-doce é um arrojado projecto da Insular, que recusa ficar de braços cruzados e beneficia a produção regional. Luís Freitas, Empresário - Promerch Lidera uma jovem empresa que aposta no mercado publicitário, fidelizando cerca de 150 clientes e dando emprego a 17 trabalhadores.