Uma vez mais, neste ano de 2013, assistimos à eleição de Lionel Messi como vencedor da Bola de Ouro da FIFA 2012, numa altura em que começam a ser questionada a votação, assim como a veracidade e a legitimidade da FIFA. Vejamos bem, no ano passado Cristiano Ronaldo não venceu o prémio, apesar de ser o melhor marcador, por não ter ganho nenhum prémio colectivo. Aceitou-se, foi uma justificação plausível, pelo que todos dissemos "esperemos então pelo próximo ano". Ora chega-se a este ano e Cristiano Ronaldo vence, efectivamente, um troféu de grande importância - o de campeão da liga espanhola de futebol - ao passo que Messi vence o troféu de melhor marcador. Resultado? Messi uma vez mais vence o prémio. Como é óbvio, todos começam a desacreditar a FIFA com estas atitudes. Porque há uma dualidade de critérios? Será que tem de vencer sempre quem enverga UNICEF na camisola? Se assim fosse, seria justíssimo atribuir o prémio a Iniesta pois, vejamos, é bicampeão europeu por Espanha e campeão Mundial pela mesma. Ele sim é um jogador que, a julgar pelos prémios colectivos e de entre os três finalistas, seria o mais justo vencedor. Não quero entrar em nacionalismos ao apoiar o futebolista madeirense, Cristiano Ronaldo, pois não são causas que me façam revoltar. Contudo considero ser injusto que, apesar do seu talento indiscutível, o argentino Lionel Messi tenha de ser levado ao colo nas conquistas colectivas, pela sua equipa, e nas conquistas individuais, desta forma.

Vítor Nóbrega, Colaborador da AAUMa