Como sou um eterno optimista, declaro-vos que 2013 será um ano bombástico para o audiovisual na Madeira. Será um ano em que algumas das sementes plantadas anteriormente, mesmo que de forma pouco organizada, irão dar os seus frutos. Será um ano em que jovens realizadores madeirenses como Rui Rodrigues, Filipe Ferraz ou Nuno Serrão irão apresentar novas obras de ficção que terão projecção nacional e internacional, em que novas produtoras (a Wamãe, a Terminal 7, a Urbanistas Digitais, a Bica Curta, etc...) ganharão espaço e mercado e onde irão emergir bons directores de fotografia que só precisam de experiência para espalhar a sua criatividade imensa. Um ano em que projectos peculiares como a companhia Na Minha Terra irão consolidar-se e provar que a Net é o melhor suporte vídeo de hoje e um ano em que os festivais de cinema aprenderão a comunicar entre si e seleccionar o seu espaço único. 2013 será também o ano da Madeira Film Commission e o início de um laborioso processo de posicionamento da Madeira como destino de filmagens e investimento para empresas produtoras audiovisuais. Um ambicioso projecto da Associação do Filme e Televisão da Madeira que, mais cedo ou mais tarde, irá criar um nicho industrial do sector audiovisual na Madeira, gerando emprego qualificado, atraindo investimento estrangeiro e realizando uma promoção turística global. Aposto também que 2013 será o ano de Bernardo Nascimento no cinema internacional seguindo as pisadas de Manuel Luiz Vieira, o maior herói do cinema madeirense, que em 2013 será homenageado de forma simples, mas emocionada por parte deste vosso escriba. E, mesmo armado em Mestre Zandinga, prevejo que daqui a muitos anos, quando se fizer a história do audiovisual na Madeira, haverá um A13 e um D13!
Maurício Marques, Gestor cultural