G.R. Oliveira Em relação ao seu artigo publicado na edição de quinta-feira do D.N., lamento contradizê-la, mas as carências verificadas nas escolas não estão a ser assim tão colmatadas como lhe fizeram querer parecer. Tenha cuidado com as suas fontes de informação e vá às escolas falar com professores, auxiliares e sobretudo com os alunos. Não se fie nas palavras do director regional, pois esse senhor além de mentiroso e de arrogante é apenas mais um pau mandado a soldo do regime e que só diz o que o chefe lhe manda dizer. Tenho um filho a estudar na Escola Dr. Ângelo Augusto da Silva (Levada - FUNCHAL) , que tem aula de Educação Física logo às 8:00 horas da manhã de segunda-feira e que depois da aula tem que se sujeitar a ficar sujo e transpirado todo o resto da manhã, porque não há água quente na escola. Diga-me se é colmatar carências fazer alunos de 15 anos (e outros com menor idade) tomarem banho com água fria (gelada) às 9 de manhã. E isto se houver água. Sim, porque até esta costuma chegar com escassez aos chuveiros. Não foi só na Escola da Camacha, como refere no seu artigo. Pergunte (e vá ver) o que se passa nas outras. Se é a isto a que aquele senhor lhe disse serem "situações atípicas" e "falhas pontuais", ou ele não sabe português e não sabe o que está a dizer ou então é como digo, disse o que lhe mandaram dizer. Ponto. Isto ainda para lhe falar das faltas de papel higiénico nos wc, de papel nas secretarias e de muitas outras coisas de necessidade comprovada, que a fazer rol, daria para fazer um artigo bem maior e mais interessante que o seu. Será de todo impossível que as escolas da RAM vão a "caminho da normalidade", com tanta anormalidade na frente das decisões. Sim porque numa região que se diz exemplo de democracia, suspender os membros do Conselho Executivo de uma escola porque denunciavam a pouca vergonha do sector, por uma secretaria que continua a negar pela mesma boca do mesmo director os "rumores" da insatisfação e da escassez de meios nas outras escolas (leia-se EM TODAS), não poderá nunca chegar a ver colmatada tanta falta de sabedoria e tanta falta de pouca vergonha na cara.