Roberto Oliveira No início de cada ano, é usual as pessoas desejarem umas às outras "bom ano" ou "feliz ano novo". Muitos de nós pensam, erradamente, que a passagem de ano tem um significado astronómico especial mas, na realidade, trata-se somente de uma convenção humana. A Terra continuará à volta do Sol numa órbita elíptica como sempre tem feito ao longo dos tempos, sem qualquer razão para celebrar especialmente algum ponto da sua órbita. Com o avanço das novas tecnologias, muitos abandonaram os cartões de boas festas e substituíram-nos pelo facebook. Alguns são ilustres conhecidos (o Aníbal, o Pedro, …). Por cá, o chefe do burgo também tem uma espécie de facebook mas que se chama JM. Segundo consta (eu não consigo ler aquilo), o chefe também deve ter desejado bom ano novo mas o facto é que se farta de mandar umas bocas a tudo e todos; não sei quantos "seguidores" tem o chefe mas, a avaliar pelos exemplares que aparecem nas escolas e nas igrejas (por exemplo), ainda há muitos que gostam de "partilhar" o JM. Eu, por mim, partilhava-o com o lixo (mas reciclável, claro está, temos de ser "verdes"). Por falar em verdes, os adeptos do Sporting também desejam um ano bem melhor (para já, o Sporting não está assim tão mau; afinal, só tem uma derrota em 2013). Quanto a mim, o que eu desejo mesmo é que o nosso grande ministro, Miguel Cassola Relvas, tenha este ano mais algumas equivalências para poder ter, finalmente, o mestrado ou mesmo o doutoramento pois, com tantos casos onde está metido (questão da demissão da jornalista do Público, negócios duvidosos da Tecnoforma, suspeitas de ligações com o empresário colombiano-brasileiro-polaco que tentou comprar a TAP, etc., etc.), ele só precisaria de apresentar uma tese com o título "Como dar tiros nos pés no governo e não se demitir" para ter equivalência a várias cadeiras.