Jorge Martins Passadas as Janeiras, nada se vislumbra que não seja mais do mesmo, salvo a enxurrada de pedidos de verificação sucessiva da Constitucionalidade do OE , dada a ,ora reforçada, iniquidade política do habitante do Palácio de Belém, que, surpreendentemente, passou a ter dúvidas fundadas, o que revela uma de duas coisas, ou está xéxé ou, o que vai dar ao mesmo, esqueceu-se que nunca as tinha, e promulgou o documento apesar delas, promovendo a maior das confusões políticas a que assistiremos desde o advento da democracia no nosso país , lá para Março ou Abril, caso os senhores do Tribunal Constitucional consigam ler mais que vinte e três palavras por dia, o que, convenhamos, não é certo. No entanto o Governo " governa",com os melífulos sorrisos de Passos Coelho e Luis Montenegro, custa perceber qual o mais cínico, as dores d´alma duns futuros ex-deputados do CDS/PP , o tom de voz do Ministro Gaspar, o Alvaro a fazer que é ministro, a Cristas grávida, a Paula " não sei quê" cada vez mais loira, o da Mota a suar o Portas "curvatum" e dos outros nem sequer reza a história, salvo o Macedo da doença que com a memória de quem foi maltratado de uma paralisia facial periférica, todos os dias acorda a pensar em como entregar aos privados a Saúde dos portugueses, parecendo estar a defender o Serviço Nacional de Saude, assim se explica o recrudescimento da tosse convulsa e o aumento da mortalidade infantil. E o Relvas, dirão, falta o Relvas. É verdade, mas esta semana não me consta que eles, o Governo, tenham vendido ou tentado vender alguma coisa e os órgãos de comunicação social , finalmente, expurgados daqueles elementos perturbadores dos negócios com pessoas que não gostam de publicidade, eles lá têm as suas razões , e como o "segredo é a alma do negócio" o Relvas está calado, ou no Brasil , Angola ou por aí, sabe-se lá... Eu por mim, vou tratar de constituir um Banco que ameace imediatamente ir à falência, de modo a ter a compreensão do Governo, FMI e BCE , com a respectiva e pública capitalização, a pagar por todos os portugueses, perdão, contribuintes, já que como banqueiro estarei livre dessa maçada , a de pagar os impostos, pelo menos à taxa e em devido tempo como o comum dos mortais...