Graça Correia Desfrutei recentemente de dois dias de praia nas nossas terras pitorescas do Jardim e do Paul do Mar e não posso deixar de expressar a minha indignação pelas tristes condições em que se encontram os dois cais de acesso ao mar. Estive observando e conclui que realmente só o calor, a boa vontade e a experiência de muitos banhistas os faz "deitarem-se " ao mar de qualquer jeito. No entanto, é notória a dificuldade e a insegurança com que se confronta a maioria das pessoas, essencialmente as senhoras e as crianças, no regresso a terra, quando o mar se encontra com uma pequena agitação. No Jardim, a escada de pedra não tem qualquer corrimão de apoio, e no Paul existe um meio-corrimão enferrujado de anos e uma corda "desenrascada" por alguém de boa vontade. O duche não tem torneira, um bocado de ferro faz a vez, funcionando só com o conhecimento dos "habitués". Não se pede construções, luxos nem gastos exagerados, apenas o mínimo de comodidade e segurança, colocando-se apenas um corrimão e umas escadas inoxidáveis, como se verifica na maioria das praias da Madeira. Sugere-se a quem tem a competência da preservação destes espaços, uma pequena atenção aos habitantes destas localidades.