Filipe Jardim 8:30 da manha, fazendo hora para mais um dia de trabalho, aproveito para ler as notícias do dia. De entre as muitas destaco uma que motivou esta carta: Cantina da Escola Industrial sem refeições. Claro está que os motivos são mais que óbvios. Ninguém quer vender nada a quem não cumpre com os prazos de pagamento... Numa conjuntura de crise, empresa que queira sobreviver não arrisca contratos de fornecimento que acabem em incumprimento do prazo de pagamento. Também me ocorreu um episódio recente em que se transformou um concurso, em adjudicação directa, mas isso são outros fogos, outros artifícios. O verdadeiro motivo que me levou a deitar mão ao teclado nem tem a ver com os motivos reais, diretos ou indiretos que levam a que coisas destas aconteçam. Se olharem ao titulo desta carta, vão entender onde quero chegar. Sou encarregado de educação, tenho um filho a estudar no Liceu Jaime Moniz, por isso este problema não me aflige, para já. O que me preocupa e também deveria preocupar quem gere a educação nesta terra são os horários escolares agora publicados. As turmas de 10º ano tem no seu horário semanal , 2 e 3 dias em que as horas lectivas não contemplam período para almoço. Os alunos entram as 8 horas da manha e saem as 4 horas da tarde com horário seguido e sem período de almoço algumas delas isso acontece 3 vezes na semana. A pergunta que faço é: Sr. Secretário da Educação para quê se preocupar com refeições quando nem há hora para comer? Será que V. Exª também não tem hora para almoço? Como se pode falar em alimentação e regras alimentares quando o sistema educativo não contempla período para almoço no horário escolar? Mais do que saber se alguém anda a ganhar dinheiro à custa das refeições escolares, basta ver o numero de maquinas de chocolates e bebidas, espalhadas pelo Liceu... A pergunto que faço a quem de direito e responsabilidade no sistema educativo desta terra mantém-se. A que horas é o almoço?!