Afinal a história repete-se. Não de factos e conteúdos mas de atitudes e comportamentos. Jornalista, político e jurista brasileiro Ruy Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". A luta pela sobrevivência existencialista faz do Homem um "transformers" manuseado com facilidade pelas mãos de uma criança. Egoisticamente habituados a olhar para cima na hierarquia do poder com a sola apontada aos debaixo, vale tudo para atingir os fins. Esquecem-se que sem os debaixo é efémera qualquer caminhada em passadeira vermelha. A não ser que prefiram ser "Rainha por um dia". Choca-me o marasmo, a submissão e o medo de perder algo que não se tem. Repudio a gestão de interesses individuais esquecedo o grupo.Dividir para reinar. Compreendo a sociedade hipócrita de pensamento amordaçado onde o diferente é olhado com frieza e desconfiança e que discordar é considerado crime. Já senti na pele essa violência. Gerência de nulidades, só pode dar resultados nulos. Diz ainda o jornalista : "O homem que não luta pelos seus direitos não merece viver". Radical, mas percebo a mensagem. E caminham, em bicos de pés, olhando umbigos mal desenhados por parteiras incompetentes e desajeitadas como se o centro do mundo ali estivesse. Deus pode ter dado cabeça mas coração não. O nosso Ronaldo anda triste e eu compreendo. Como diz o poeta " a vida não se mede pela quantidade de anos que se vive (eu acrescento dinheiro que se tem) mas pela quantidade de alegria que se distribui. No fundo somos todos vítimas de uma sociedade estruturada que nos educou e empurrou na procura de valores morais duvidosos. Todos buscam oportunidades de gritar em palco. Esquecem-se que afinal é nos detalhes simples da existência que o verdadeiro carácter se manifesta. Mas há momentos e horas felizes. São os amigos que nos fazem felizes.E eu aproveito.Preciso deles, dos verdadeiros. A alegria que sinto ao ver a felicidade e a euforia do Marco Fernandes quando fala do seu "pichotinhas" (o rapaz já nos deu uma "carga de trabalhos" e não nasceu ainda) que em breve se juntará ao clã, transportado no bico da cegonha, onde ansiosamente o espera a fofinha Mariana. Eu já o senti (2 filhos e 1 neto). E termino com um presentimento. O rapazinho vai dar um grande árbitro de futebol. Pois é... são os detalhes simples que ninguém acredita... mas depois ficam de queixo caido.
Francisco Costa, Técnico de arbitragem