Os militantes do PSD-Madeira têm um verdadeiro dilema para desembrulhar, já daqui a um mês. Ou seja, muito antes do congresso de Novembro, onde tudo já estará consumado. A futura liderança do PSD pouco nos importaria se não tivesse implicações directas na vida dos restantes madeirenses. Mas tem. Até demais. Mais do que nunca, os militantes do PSD-Madeira têm a responsabilidade de pensar mais além do que estavam habituados. Até aqui sempre delegaram essa tarefa - pensar - a duas ou três pessoas. Acontece que esses figurões já não estão em condições de pensar e tudo decidir pelos madeirenses. E não é só pelo facto de já não governarem nada, é pelo facto de nem chegarem à fala com quem governa, em Lisboa, mesmo sendo o mesmo partido. Há toda uma série de decisões, imaculadas e incontornáveis há uns anos, que agora se revelam autênticos logros. Crime, até, nalguns casos. É o resultado de nada questionar, de tudo entregar de olhos fechados, de julgar que sem eles seria o fim. Estará o povo madeirense interessado em mais uns anos disto? A liderança futura do PSD-Madeira é, de facto, uma questão dos militantes do PSD. Se fossem todos os simpatizantes do partido a decidir, de certeza que teríamos o resultado de muitas vontades e experiências abrangentes em toda a Região. Mas não. Quem vai sufragar estratégias de terceiros, será um número reduzido de militantes a quem alguém há-de pagar as quotas e tratar de outras formalidades. Porque as regras são essas e já ninguém consegue mudá-las, o povo madeirense pede a esse meio milhar de pessoas que, ao menos, pense pela sua própria cabeça. Que não se deixe levar pelas mesmas manipulações que nos trouxeram até aqui. Todos sabemos que há quem se gabe de manipular tudo, mesmo de férias, como se todos fossem 'tontinhos da cabeça'. Não aceitem esse atestado e decidam o que quiserem. Mas pela vossa cabeça. Os contornos do próximo congresso do PSD-Madeira foram trazidos a público por iniciativa do DIÁRIO, já que desta vez, estranhamente, o presidente do partido queria que fosse algo de muito privado, para facilitar factos consumados. Posteriormente, já com o assunto na rua, Jardim abriu o jogo e confessou que não só vai impor os moldes do próximo congresso, como também já quer deixar tudo decidido para o congresso de 2014. Têm a palavra os outros social-democratas! Entretanto, a vida continua na Madeira. Bem mal, pelos vistos, no que toca à Saúde pública e às consequências das drogas que alguns políticos designaram por "legais", vá lá saber-se porquê. O caso é alarmante, grave, mesmo que não esteja incluído entre os 132 temas já debatidos exaustivamente pelo presidente do Governo este Verão, todos vertidos em 2 páginas diárias do JM. Há ainda as indefinições nas escolas, a duas semanas do regresso às aulas. Coisas provavelmente insignificantes, porque caso contrário o secretário regional da Educação já teria interrompido as férias, e não apenas para ir às 'inaugurações' e figurar ao lado do presidente. Jardim Ramos, Sec. Regional Assuntos Sociais Face à grave situação de saúde pública que deriva da irresponsabilidade das drogas legais, desta vez o Governo Regional não se escondeu nem tapou o sol com a peneira. O alerta às famílias faz todo o sentido. Falta a acção política. Carlos Pereira, Presidente C. S. Marítimo Numa conjuntura totalmente desfavorável, apostou tudo no prestígio dos próximos quatro meses na Liga Europa, no mínimo. Passo a passo, e com os pés assentes na terra, prova que é possível fazer muito sem a fartura recente. Rúben Micael, Jogador do S.C. Braga Terá encontrado em Braga o sítio perfeito para se impor em definitivo no futebol. Decisivo nos últimos dois jogos, em particular no apuramento para a Liga dos Campeões, o jogador câmara-lobense confirma tudo o que se espera dele. Jaime Freitas, Sec. Regional de Educação Todos os sinais, quer das suas ausências, quer das decisões em que participa, transmitem insegurança e instabilidade num sector vital como é a Educação. Não apenas pelos professores, mas sobretudo pelos alunos. Desastre à vista. Élvio Sousa, Presidente da Junta de Gaula Com intuitos políticos ou não, a verdade é que um mês e meio depois dos incêndios ergueu dos escombros a primeira casa. Há menos uma família a 'penar' por ajudas, graças a uma feliz conjugação de vontades. Meritório.