Andreia M. Na tarde de segunda- feira, para surpresa minha tive conhecimento de que poucas eram as localidades aqui da região que tinham direito a um preço mais acessível ao passe escolar. Para aqueles que vivem no Monte ou em Santo António, que é uma distância demasiado longa para ser percorrida a pé, não têm direito a um preço mais razoável no passe escolar, quer tenham acção social (mesmo que seja dos primeiros escalões) ou não. O que mais me indigna e me deixa de uma forma intensamente furiosa é que há famílias em que o orçamento está esticado para aqueles gastos essenciais, nomeadamente alimentação, vestuário, higiene, material escolar, saúde e por aí além; agora pergunto-me, como é que essas pessoas que provavelmente ganham 500 euros mensais, ou menos, podem pagar trinta e nove euros e cinquenta cêntimos por cabeça (isto para as crianças com mais de 13 anos) para o transporte dos filhos? Esta situação deixa-me indignada e preocupa-me seriamente aquelas famílias em que não há dinheiro para este tipo de luxo, se assim for como haverá o transporte dos jovens para a escola? Será que terão de andar vários quilómetros desde a sua localidade até à escola durante todo o ano letivo? A nossa região está cada vez mais civilizada, mas quem decidiu pôr estas medidas nos passes escolares, provavelmente deve ser retrógrado. Investir na educação dos nossos jovens, é algo essencial e podem ter a certeza que este não é um meio de ajudar nem o país, nem os pais e muito menos os próprios educandos; nem o país nem os educandos porque deste modo os jovens ao andarem distâncias incalculáveis serão obrigados a acordar muito mais cedo, comer muito mais para ter energia para percorrer estas mesmas distâncias, e no meio disto tudo, não têm o mais importante: a atenção e energia necessária para ter um bom aproveitamento, deste modo como será o dia de amanhã? Isto porque os jovens são o futuro deste mesmo País e se não têm forma de ter um bom aproveitamento escolar não tem forma de mais tarde poder vir a tomar o cuidado com os Portugueses; e, finalmente não ajuda os pais, porque apenas rouba mais dinheiro ao orçamento familiar, que na classe média já é muito reduzido.