Duarte Melim O choque a três envolve sempre três cabecinhas pensadoras. Este tipo de choque, de alguma frequência nas nossas estradas, é o bebezinho dos choques em cadeia. Embora muitas vezes possa ser ligeiramente diferente dos maiores, pois existem duas cabecinhas pensadoras "gémeas" atrás, principais causadoras, que vêm a puxar o resto do corpo, dentro das suas máquinas, pressionando a cabecinha da frente, inocente. Normalmente, já se conhecem e vêm a se "picar" ou então não se conhecem, chega um e depois chega o outro. Mas a semelhança é enorme: jovens e inconscientes, vêm os dois a fazer pressão ao da frente, "conhecem-se" logo e começam a salivar. Vêm também com o "processador" em "overclocking" (cabeça acelerada, a funcionar rápido, adrenalina no auge, atrasados ou não). Têm também a sensação de "donos da estrada" e que toda a gente tem de andar à velocidade deles ou em excesso de velocidade. Geralmente acontece quando um condutor decide "penetrar" na via da esquerda (também há os "cabecinhas de aselha" que vão circulando na esquerda não deixando mais ninguém passar, ainda por cima quando não há ninguém na via da direita, mas isso vai ficar para outra carta). Voltando a esta: íamos então, que uma cabecinha decide circular na esquerda e aparecem depois as duas cabecinhas atrás. A da frente apanha-se com aquilo e normalmente até pretende-se desviar, mas quase nem há tempo. Lá consegue passar para a direita, mas sentindo o seu pára-choques a levar uma rasante. Por vezes também tem pressa, já vai no máximo da velocidade permitida, não desvia, e lá vai indo aquele mini "comboio" bomba. Também há os casos que entram as três cabecinhas na brincadeira, e as versões a dois. Falar em distância de segurança com estas cabecinhas, é falar em distâncias de metro, metro e meio, eee… Se, se fala em deixar ao menos 30 metros, "Epá… isso cabe dois autocarros a meio"… A hipótese de acidente também não é para eles…