"Há cidades com 10 milhões de habitantes (os mesmos de Portugal) com um Presidente de Câmara e a coisa funciona". Dr João Carlos Gomes. Em Lisboa, manifestação de autarcas contra a diminuição de autarquias. Bombeiros com 3 meses de atraso manifestam-se e "apupam" o Governo Regional. Dirigentes que empenharam a sua palavra na solução para o desporto madeirense, as participações Nacionais, afirmação da nossa autonomia, contra a vontade dos "Colonizadores" são os mesmos que votam o regresso aos regionais, contra a vontade daqueles. A Madeira com menos 13 equipas na festa do Futebol-Taça de Portugal e o Ribeira Brava só participa com o dinheiro na conta. Associação de Dirigentes, sem subvenção pública, decreta insolvência. Ameaças de "greve" no país, a transporte de doentes por Associações de Bombeiros, são notícia quase todos os dias nos vários orgãos de comunicação Social. A organização do Rally Vinho Madeira teve de "arranjar", à pressa, garantias bancárias de pagamento à PSP para garantir a segurança. Pressionam. É legítimo. Uma forma democrática de reivindicar o que é justo. No entanto, esta gente foi recebendo, com maior ou menor dificuldade e atraso, algum "graveto". Mas, meus amigos, e os árbitros de futebol regional? Quem os defende? Podem tomar estas atitudes legítimas? Experimentem e verão o que acontece... Não recebem há 20 meses. Não é engano , são 20 meses. Para além de não receberem os prémios, financiam o futebol; já pagaram do seu bolso o combustível e as refeições. Arbitragens na Calheta,Porto Moniz, Santana são suportadas pelos árbitros há 20 meses. Sinto um misto de tristeza, injustiça e incompreensão. É a crise, não há dinheiro, e eu concordo. Mas a crise tem de ser distribuída por todos. Está em causa a dignidade de um ser humano que é árbitro de futebol. É ou não verdade? É ou não injusto? Vamos lá fazer uma forcinha por estes "heróis" da bola. Eu faço o que posso e o que me deixam fazer. Vá lá que nos Reis Magos afogo as mágoas com companheiros e amigos. As anedotas do Veríssimo, a calma do João Carlos, os silêncios do Brito, os "apanhados" do C. Jorge, as engenharias do Cardoso, a condução do Arcílio, o Marco- guarda do nosso "graveto" -, a teimosiazinha do Luís, o Dias que acredita que vai receber o subsídio de férias/Natal e por vezes um arrozinho de lapas/polvo ou peixinho grelhado no João do "Bandeu". Apenas "cramações" exageradas de maleitas resultantes da PDI e o convívio com uns reles "marinheiros" tripulantes do navio escola ETAR/R.MAGOS chateiam e prejudicam a Paz no nosso Olimpo.
Francisco Costa, Técnico de arbitragem