Duarte Sousa Melim Claro que vou falar de Austeridade! E de uma austeridade invertida e extremista, para cidades que são opostos. Vou comparar Lisboa, a nossa cidade metrópole e Capital Portuguesa, com a nossa cidade(zinha) Baleira, na ilha de Porto Santo. Lisboa tem vários Hospitais, uma rede viária "invejável" composta por várias auto-estradas, túneis, vias principais e complementares, Metro, Comboio, Eléctricos, uma boa rede de autocarros, transportes fluviais (rio), de canalização e electricidade, combustíveis de várias marcas, de todos os tipos e mais baratos, etc… O Porto Santo: não tem Hospital, tem um pequeno centro de Saúde, tem uma rede de estradas simples apenas ligando as principais localidades, não há semáforos, as poucas rotundas são recentes, autocarros que se resumem aos serviços mínimos, e se formos a pensar em transportes ou rede viária… não há "mai nada"! Nos combustíveis, só há direito a 98 e gasóleo, em regime de exclusividade sem direito a concorrência e que é o mais caro de Portugal! A independência de Lisboa versus dependência e dupla insularidade do Porto Santo, fazem um contraste que fere a alma. São também incomparáveis a competitividade económica, hipóteses de escolha com os vários "Super-Hipers", os serviços públicos disponíveis para os cidadãos… Agora… porque têm os Porto-Santenses de sustentar estas megalomaníacas estruturas, a que não têm direito? A dívida pública de empresas públicas e serviços anteriores é ABISMAL, quando comparadas. Vive-se uma situação que chega a ser surreal. Não se compreende tanta austeridade ao Porto Santo, comparativamente a Lisboa… Será que não somos todos Portugueses? Não terá "este povo" os mesmos direitos como cidadãos portugueses: à saúde, aos transportes, à escolaridade, ao conforto, às oportunidades de vida… e a se sentirem cidadãos com os mesmos direitos do que os outros? Agora digam lá, se os políticos não estão loucos e se isto não é um completo assalto à dignidade e à inteligência?!