Marcelo Gouveia, presidente do Clube Desportivo São Roque, clube que o mesa-tenista Marcos Freitas representou, afirmou ao DIÁRIO que no ténis-de-mesa por equipas o conjunto português é favorito perante a congénere inglesa, poderá ser mais complicado quando se defrontar jogadores asiáticos.

No rescaldo da prestação de Marcos Freitas em singulares, depois duma boa exibição frente ao jogador da República Dominicana, o madeirense na segunda ronda acusou a pressão e acabou por perder com um jogador que tem mais 10 anos de experiência do que o madeirense, considerado um dos melhores mesa-tenistas da actualidade.

No que toca à participação por equipas, Portugal é favorito contra a Grã-Bretanha, que joga em casa, mas caso passe defrontará a selecção da Coreia do Sul, prevendo-se que o resultado poderá ser idêntico ao que o Marcos obteve perante o sul-coreano Sangeun Oh, com quem perdeu em singulares.

A hegemonia asiática, praticamente presente em todas as modalidades, mas com particular relevo no ténis de mesa, torna muito complicado as aspirações lusas na luta pelas medalhas.

Na opinião do dirigente, para ter sucesso um desportista mesmo que tenha potencial “terá de sair da região e do país, pois as condições para o desenvolvimento em Portugal são baixas” e só em países onde haja mais dinheiro para investir é que as capacidades poderão ser evoluídas. Marcos Freitas é um exemplo apropriado, sendo de lamentar o facto do atleta olímpico não poder competir nos campeonatos nacionais.

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