Idelmar da Silva Magalhães Cientistas acreditam ter descoberto o Bosão de Higgs; o que dá (deu) massa a todas as coisas; aquilo que explodiu no Big Bang. Ciência e Religião com seus antagonismos e ceticismos recíprocos, contudo, convergem, em muitos casos, para pontos comuns. A Teoria Evolucionista de Darwin, por exemplo, casa muito bem com o Criacionismo, visto que Deus não criou o homem inteligente e "bonitinho" como é atualmente, mas o dotou de um grande potencial de inteligência, o que lhe conferiu superioridade e possibilidade de evoluir. No caso da a "Partícula de Deus", em particular, a ciência não explica o que havia antes nem o que ocasionou a "grande explosão", simplesmente porque não se pode provar cientificamente a existência de Deus. Quem poderia do nada ter criado o tudo? De onde mais poderia provir tamanha energia? É preferível, à luz da fé, crer que somos obra do Deus Criador do que acreditar, por cientistas, que somos obra do acaso. Não podemos, contudo, tirar o mérito desses obstinados que buscam compreender "mistérios insondáveis". Tampouco de outros intelectuais incrédulos. Por outro lado não devemos nos fiar em nossa própria inteligência para enaltecer o humano. Temos sim, que dar graças e glorificar a Deus por nos ter dotado de tamanho potencial criador; e aceitá-lo como guia em nossa curta caminhada terrena. Qualquer cristão ou não-cristão em sua sã consciência, embora sem ter a certeza (ninguém viu), sente que o âmago do universo e da vida deriva do transcendental; e que é para Ele o destino de todos nós. "Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram." (Jo: 20,29)