Há umas semanas o presidente de um clube veio a público, legitimamente, defender os interesses da colectividade que lhe paga. Agora foi a vez de outro presidente fazer o mesmo, com uma maior carga emotiva, anunciando uma "revolta" que dificilmente poderá ser contida. Num e noutro caso, a réstia de esperança foi poupar o presidente, por respeito e na esperança que algum milagre aconteça. A história repete-se noutros sectores da sociedade, desgraçadamente com menor impacto mediático, mas seguramente mais importantes pelas consequências sociais muito mais abrangentes. E tudo vai bater ao mesmo. Por enquanto, todos falam no "governo", em abstracto. Antes, na hora das hosanas e aleluias, o "Alberto João" era um deus, quase um mito; agora, já temos dúvidas se o "Alberto João" é mesmo o presidente do governo. Dúvidas que nem o próprio quererá desfazer, porque agora neste governo hilariante o que interessa é sacudir a água do capote. Ora é da Educação, depois da Saúde, se calhar do Equipamento Social, agora aquela coisa de Vice-Presidência que ninguém sabe bem o que é e o que faz. E tudo vai desaguar às Finanças, não que Ventura Garcês se tenha tornado num repentino todo-poderoso, mas tão somente porque é o único que sabe o número do ministro das Finanças, que é, como estamos fartos de saber, o controlo remoto de tudo o que mexe na Madeira. O presidente, o antigo presidente, diz que está a reflectir na revisão constitucional, essa prioridade. A falta que nos faz um governo... Nelson Carvalho, Serv. Prev. de Toxicodependência Teve o mérito de chamar a atenção, nas páginas do DIÁRIO, para problemas reais que afectam pais e filhos. Que os alertas sejam seguidos. Pimenta de França, Presidente da IGA É um técnico, não um político. Nessa base não teve receios em mostrar o que está a fazer para suprir a falta de água. Uma atitude responsável. Rafael Sousa, Vereador do CDS -Ribeira Brava Contrapôs as facilidades de gerir a abundância com o necessário engenho para ultrapassar dificuldades. Compete-lhe alertar e fê-lo bem. Carlos Pereira, Presidente do Marítimo Preside a uma instituição que se sente prejudicada, apesar de publicamente ser vista como beneficiada. Soltou o grito de revolta atempado. Giselo Andrade, Pároco do Monte Tem toda a razão em preservar os espaços reservados da Igreja do Monte. Não tem razão quando o faz só porque isso agrada aos políticos.