Ramiro Morna Nascimento, Presidente da Delegação Lemos no DN de 15 Ago 2012 um artigo de "Opinião, cujo "Autor" é deputado do PND. O senhor autor, por ignorância, distração ou de propósito, mas de falta de respeito pelo bom nome de uma instituição voluntária e dos seus membros, aponta preocupações e faz afirmações que não são verdadeiras. Presidente da delegação da Madeira da CVP, obrigo-me a mais uma informação ao público, associando-me, na íntegra, ao teor da carta do leitor (DN de 17 de Ago) do nosso V\P, tc. Rui Nunes. Somos uma instituição humanitária, fundada em 1864, que serve a Madeira desde 1914, regendo-se por sete "princípios fundamentais", entre eles - Voluntariado, Neutralidade, Imparcialidade e Independência". Em Fev 2010, participámos e actuámos com os nossos meios, em equipamentos e voluntários, na onda de Solidariedade, espontânea e global, de apoio às vítimas dos temporais que flagelaram a nossa Ilha. A RTP e a Sonae juntaram-se a nós. Abrimos quatro contas bancárias, solicitámos o apoio técnico especializado à I.H.M., que se mantém e cujo trabalho tem sido notável. Esta entidade foi o único canal oficial a quem, até hoje, recorremos. Elaborámos e aprovámos, junto dos nossos pares, normas e regras definidoras da nossa actuação, obedecendo ao nosso estatuto e fiados na nossa experiência e conhecimentos de vida. Convidámos personalidades com currículo sustentado, para fazerem parte das três comissões constituídas e cuja missão é a de controlar, fiscalizar e acompanhar os nossos procedimentos. Iniciámos os nossos trabalhos, cientes da obrigação de produzir, de informar e de prestar contas. Vimos dando conhecimento pormenorizado do movimento e da aplicação das "importâncias" arrecadadas à Secretaria das Finanças e nas nossas cerimónias públicas à comunicação social, a qual tem-nas pronta e largamente difundido. A Comissão de Honra, que é também fiscalizadora, nos actos públicos de conclusão das obras vem entregando as chaves dos fogos à IHM - Laranjal, Serra de Água, Bróteas e até ao fim do ano será a casa da Bica de Pau, S. Gonçalo. Em simultâneo, à CM de C. Lobos, seguiram-se os fogos da Qta Grande e das Salinas. Entre T1, T2 e T3 somam-se 24 fogos. Chegaremos aos 25. As casas da S. Água, Bróteas e B. Pau serão propriedade da CVP, decorrendo as diligências do seu registo. O terreno foi cedido à CVP, pela IHM, em "direito de superfície", moldes já seguidos em 1983 nas duas casas das Figueirinhas. O IVA pago pela CVP era de 4% passando, agora, para 5% e não 22% como refere o autor. Numa excepção para os utentes da S. Água, os quais continuam donos dos terrenos devassados pelas cheias, a ocupação da nova habitação é gratuita e em regime de "uso fruto vitalício", estendendo-se até o último componente de cada agregado, à data de 20 Fev 2010. A administração e gestão das habitações continuam assumidas pela IHM, dado que a CVP não dispõe de meios nem está vocacionada para tal tarefa. E com a entrega do 25º fogo, daremos por concluída a Missão das Cheias. Entretanto o dever de servir o nosso Semelhante, chama-nos aceitar o convite da RTP para colaborar no apoio às vítimas dos "Incêndios 2012". Tomámos esta escolha por uma prova pública do respeito pelo nosso trabalho, pela nossa integridade, transparência e eficácia. Já estamos a trabalhar. Ao autor do artigo de "opinião" em causa, categoricamente afirmamos não termos gostado do seu teor, não o aceitamos, recusando climas de suspeição. Respeitamos o nosso Semelhante, mas dele exigimos, no mínimo, reciprocidade.