Helena Fino Palavras dúbias para quê? Não se diz o que se pensa nem se pensa o que se diz. Tudo é um disfarce. As más caras são iguais, os corações é que mudam. Egoísmo, interesses, esqueletos nos armários, boas e más intenções, verdades reveladas, desejos escondidos: até quando, Senhor? Eles sabem que fazem mal,que estão errando. Não param e alei, oh, a lei! A lei já morreu, ninguém foi ao funeral. Não lhe queriam bem, nem lhe queriam mal. Simplesmente a ignoravam. Coitada! Cheia de boas intenções era ela, mas.... Corrigia aqui, endireitava ali, ordenava acolá. O que ela não sabia era que ninguém lhe obedecia, ninguém a queria. Afinal percebeu que aqueles a quem ela servia, se serviam, eles mesmos, dela, dobrando-a, interpretando-a mudando-a ou simplesmente escamoteando-a. Sabendo isso, de coração partido, a Lei morreu. Faleceu. R:I:P: