Albertina Rodrigues Nestes dias de calor apetece a qualquer um usar uma roupa mais leve sobretudo numa ida à praia, ou um passeio ao campo, em vez daquelas roupas quentes e abafadas tão queridas e usadas noutra altura do ano ou daquelas ocasiões em que a etiqueta manda ser mais clássicas ou "sóbrias". Mas de repente dei comigo a pensar: e se alguém se lembrasse de ir para a praia de casaco, calças de lã e botas de àgua? Ridículas? Malucas? Então porque será que há gente que vai para a Igreja - sobretudo quando se trata de alguma festividade de família ou amigos - como quem vai para a praia? O que interessa é a intenção? Sim senhor! Mas junta-se a isso as vestes adequadas...Já viram alguém jogar futebol de smoking, ou alguém tourear de shorts? Não? Se em qualquer ato público devemos usar roupa adequada, porque será que nalguns atos religiosos há muita gente que se esquece disso e vai para estes lugares "vestida" como fosse para um baile ou para a praia?! Ainda bem que nestes casos os homens continuam a vestir-se de forma adequada para um ato religioso, caso contrário entravam pela Igreja dentro de shorts e toalha de banho debaixo do braço como quem se quer bronzear. Lá diz o velho ditado: "cada moda com seu uso cada roca com seu fuso." Às vezes fico com a ideia que se enganaram na porta, tal é o desfile de moda e o número de concorrentes: é a mãe, a tia, a prima, a prima da prima, tudo de mini saia, alsinhas ou cai cai...Às vezes tá mesmo a cair... mais as máquinas fotográficas, mais uns tantos telemóveis, é o sobe e desce escadas, quase a atrapalhar o celebrante, ir mais pra direita ou pra esquerda, mais esta e aquela pose, a ver quem fica mais giro naquela cerimónia religiosa para mais tarde recordar. Era mesmo?