A. P. Viajei a 16 de Agosto para Lisboa, num dia de extremo calor, aliás, calor a mais para uma ilha habituada a valores meteorológicos que raramente ultrapassam os 30º. centígrados. Cheguei ao Aeroporto da Madeira ansioso por desfrutar de um pouco de ar-condicionado. Engano meu! Cheguei à sala de embarque o calor era insuportável, os funcionários trabalhavam com os rostos a escorrer de suor, as camisas molhadas, um ambiente difícil de suportar e entender. Soube entretanto que já se deram desmaios de alguns passageiros ali naquela sala, porventura devido ás elevadas temperaturas que ali se verifica. Instado a questionar o porquê daquela situação o que me sabiam informar era que o ar-condicionado estava desligado para contenção de custos. Custa-me a crer que os gabinetes do director do aeroporto da Madeira, da ANAM, e outros de elevada deferência administrativa, estejam desligados para contenção de custos. Realmente estamos em época de contenção de despesas mas este argumento não pode ser usado para justificar todo o tipo de anormalidades que se vão verificando neste país, onde normalmente a contenção de custos só abrange aqueles que menos contribuíram para o estado actual do país, nomeadamente os passageiros que transitam pelo aeroporto da Madeira. Apelo ao sr. director daquele aeroporto que não obrigue os passageiros a suportarem tamanha privação quando utilizam aquelas instalações, porque no preço do bilhete do avião já estão cobrados todos os serviços, e mais alguns, que aos passageiros devem ser assegurados, nomeadamente a segurança e o conforto aquando em trânsito pelos aeroportos.