Rui Nunes No passado dia 15, o Diário de Notícias publicou, na sua página 12, um artigo de opinião da autoria do senhor deputado Hélder Spínola, com o título, "Nem um Tostão para…a Madeira?!" no qual emite alguns considerandos menos verdadeiros que lesam o bom nome da Instituição Cruz Vermelha Portuguesa. Como voluntário da Instituição, com responsabilidade na matéria abordada, não posso deixar de esclarecer o senhor deputado sobre alguns pormenores que talvez o ajudem a estar melhor informado. A campanha "Juntos pela Madeira" foi uma iniciativa conjunta da RTP, da Sonae e da Cruz Vermelha Portuguesa que permitiu, para além da recuperação de algumas habitações, a construção dos 12 fogos da Serra d'Água, distribuídos a famílias atingidas pela intempérie de 20 de Fevereiro de 2010. Não sei, nem me interessa saber de onde o senhor deputado Hélder Spínola tirou a ideia de que as habitações foram apropriadas pelo governo regional. Para seu esclarecimento as casas foram entregues às famílias para seu usufruto vitalício, portanto sem obrigação de pagamento de qualquer rendaMais abaixo, no seu artigo, refere que a RTP-Madeira dinamiza uma campanha para ajudar as vítimas dos recentes incêndios e questiona se o governo regional irá novamente apropriar-se dessa ajuda. Essa dedução é da sua inteira responsabilidade e só lamento que o senhor deputado insinue que sendo a ajuda entregue à Cruz Vermelha Portuguesa, logo vá parar às mãos do governo. E é aqui que o senhor deputado manifesta a sua ignorância e ofende os Princípios Fundamentais e todos os voluntários de uma Instituição que ao longo de muitos anos, diariamente deixam as suas famílias para se colocarem ao serviço daqueles que mais precisam. Quanto à sua ignorância, poderia muito bem ultrapassá-la se quisesse dar-se ao trabalho de contactar a Delegação da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa que não teria qualquer problema em facultar-lhe a documentação necessária ao seu trabalho, ou então consultar os órgãos de comunicação social que nos últimos tempos têm publicado trabalhos sobre o assunto. No que respeita à ofensa aos voluntários que servem a Instituição, não valerá a pena descrever-lhe o seu trabalho, pois não é nosso hábito mendigar louvores, muito menos a "políticos".