Estou de férias. Gostava de ter conhecido um pouco mais da Europa, ou uma praia exótica. Mas decidi que, neste momento, ir de férias para mais longe era simultaneamente pouco sensato e pouco patriótico: interessa ao país que tanto dinheiro quanto possível permaneça cá dentro. Pensei no Porto Santo, mas o Porto Santo continua a ter preços que roçam o absurdo. Fiquei-me pela Madeira. E há tanto que fazer por aqui. Estou há três dias em Santana. Toda a gente - no hotel, no restaurante - tem sido uma simpatia. O tempo tem sido fantástico. Já consegui fazer coisas que não fazia há anos, passeei pelas montanhas, nadei, dormi junto à piscina. Nos próximos dias espero ir até à Calheta. Apanhar sol e passear pela costa, com um ou outra ida à montanha. O Paúl da Serra tem estado fantástico. Também quero rever o Porto Moniz, com calma. Nadar na piscina e no mar, e finalmente conhecer o Centro de Ciência Viva. A hotelaria da ilha precisa do apoio e do carinho dos madeirenses. Precisa da manifestação de confiança - e da injecção de dinheiro - que adviria da sua utilização por locais. Em relação aos hoteleiros e agentes de viagens, sugeriria que criassem melhores condições para que os madeirenses por cá fiquem. Embora compreenda a lógica e a necessidade de fazer as coisas desta forma, a verdade é que é difícil aceitar que os preços pagos por um local sejam quase sempre muito superiores aos que são cobrados a um estrangeiro.
Roberto Loja