Maria Gomes Li as cartas do leitor Manuel Sousa, provavelmente o anterior presidente da Junta de Machico, não sei, e registei a sua preocupação com a vida interna do PSD de Machico. O homem está inquieto com a dita falta de entendimento entre os políticos locais do partido laranja e avança com um grito de esperança: está na hora do PS voltar a governar Machico. Que triste memória têm estes adeptos socialistas. Já não se lembram da borrada que andaram a fazer durante 12 anos na autarquia. Têm saudades de quê? De Machico sem estradas, dos becos e veredas feitos pelo Padre Martins, da poeira do velho campo de futebol, da sucata da praia da Banda de Além (agora de areia amarela), dos antigos cemitérios, das ruínas do Solar do Ribeirinho, dos desarranjos urbanísticos? Ou será saudades de ter uma autarquia prisioneira duma estratégia política de guerra partidária ao serviço dos interesses pessoais de uma família? Será para isso que o PS quer voltar à Câmara de Machico? Para fazer guerra. Para as habituais vingançazinhas pessoais. Senhor Sousa, esteja descansado que os problemas do PSD só existem nas mentes dos seus adversários. Pense entretanto em arranjar um candidato credível para o vosso partido. A população não vai aceitar um candidato a presidente de câmara que passou toda a vida a fazer de lacaio da família Martins e que tem como currículo pessoal o simples cargo de funcionário do grupo parlamentar do PS, ganhando pela assembleia, mas cuja única função é a de manter a porta da sede do PS-Machico aberta (de vez em quando). Ele que vá falando do caminho do Tintureiro, e convença-se que engana o povo da Ribeira Seca. Logo se vê.