Após um ano de Governo, faz-se o balanço do primeiro ano de Governação. Houve coisas positivas e outras não. Metas e objectivos traçados e cumpridos e outras não. Apesar da situação muito difícil em que nos encontramos e sobretudo por sabermos que tudo "isto" tinha de mudar, há algo que ainda hoje não consegui perceber. O porquê de fazermos estas reformas todas tão bruscamente sem olhar e analisar às suas consequências. Será natural reduzir o poder de compra aos cidadãos a tal ponto de, não conseguirem planear as suas vidas e não terem os recursos necessários para o essencial? Perdem-se subsídios de férias e Natal, reduzem-se postos de trabalho, aumentam-se impostos sobre o consumo e rendimento, reduzem-se benefícios fiscais e apoios socias. As famílias deparam-se com desemprego e com empresas deficitárias, salários em atraso. Resultado? Nem as taxas de execução, do Orçamento de Estado, conseguem fugir a este "estado de sítio". A despesa do Estado aumenta e as receitas diminuem. Há quem diga que como resultado teremos de aplicar novas e mais medidas de austeridade! Já pararam para pensar que, na base de um país, está uma população? Se estes não tiverem meios de subsistência, o Estado gasta mais, sobretudo com apoios socias (foi o que aconteceu agora!). Se não têm massa monetária, não consomem e dessa forma as empresas não produzem. Fecham e despedem funcionários. Mais grave do que tudo isto é que, as novas gerações, estão sem qualquer futuro assegurado. Já pensaram incentivar a produção e emprego? Reduzir a carga fiscal às famílias e empresas, incentivando o consumo? Renegociar metas e "timings" de redução do deficit a nível europeu, de forma a não comprometer o equilíbrio nacional? Assim, desta forma, não vamos longe…

Pedro Calado, Vereador do PSD na CMF