Estamos novamente a abrir noticiários em todo o mundo. Uma atrás da outra, a razão por que obrigamos a olharem para esta pequena Ilha volta a ser bem desagradável. Bastou a termómetro passar os 30 graus e o vento soprar com alguma intensidade, e aí está nova tragédia, desta vez não apenas com danos ambientais, mas sim com elevadíssimos danos materiais, muitas casas destruídas e um sem número de famílias que vê reduzida a escombros toda uma vida de luta e de sacrifícios. Esperemos que as próximas horas não confirmem, também, danos humanos. São situações demasiado dramáticas para termos, sequer, a tentação de pensarmos desde já nas razões que nos tornam tão vulneráveis a qualquer excesso da Natureza, quer seja no Inverno, quer seja no Verão. Do malho ou do malhadeiro, vamos esperar pela serenidade dos próximos tempos para saber... O que interessa agora é acudir e confortar quem tudo perdeu e quem não tem nada para reerguer a sua vida. Há também empresas totalmente flageladas pelo fogo. Vamos confiar que, como tem acontecido vezes sem conta, em mais esta hora de aflição, os madeirenses saibam dar a mão aos flagelados com mais este castigo da mãe Natureza. Logo a seguir, quando isso não chocar com as verdadeiras prioridades, temos todos de reflectir porque é que estamos tão vulneráveis, porque é que uma série de mecanismos de prevenção nunca funciona. E mudar o que houver para mudar, sem os habituais ‘paninhos quentes’ e os jeitos e trejeitos de quem manda. Que pelos vistos manda mal. Não, não vamos esperar pelo próximo Inverno. Muito menos pelo próximo Verão.