Sérgio Potier Li recentemente num jornal diário do continente, que entre 1941 e 1943 em plena 2ª GG mundial, Portugal neutral conseguiu vender mais ao exterior do que importou, graças às exportações de volfrâmio para as potências beligerantes, e que, desde então, Portugal comprou sempre mais ao exterior do que vendeu, e que neste ano e no próximo tudo será diferente porque o Banco de Portugal prevê que o saldo externo global (B. corrente e de capitais) será marginalmente positivo em 2013, por um lado devido ao esmagamento do consumo privado e do colapso do investimento privado (duas forças que estão a reduzir as importações) e por outro o crescimento das exportações de bens e serviços, sobretudo fora dos mercados da U.E. Há uma investigação feita pelo Dr. Silva Lopes e pelo Dr. António Barreto, editada pela Gradiva (7ª edição, 2004), em que os autores referem que, no período entre 1964 e 1973 (durante 9 anos) a situação da B.P. foi altamente favorável graças à expansão espectacular das remessas de emigrantes e do turismo, e por isso, pode o Sr. ministro da economia e o boletim económico de Verão do BdP deitarem foguetes sobre a previsão de 2012/2013 porque não é caso inédito. Convém, por sua vez referir que, os saldos externos globais deficitários ou excedentários da B. de Bens e Serviços referem-se a determinados tipos de transacções das diversas balanças que compõem a B.P. que se compensam umas às outras, o que significa que, nem tudo são exportações de mercadorias ou de serviços, mas fruto dos diversos fluxos inerentes ao comércio internacional enquadrados que estão no conjunto de articulados de contas e quadros da contabilidade nacional.