José António Gomes de Freitas Com a entrada em vigor das taxas moderadoras, e de acordo com a sua regulamentação, as pessoas podem gozar da isenção mediante comprovativo a obter junto das Finanças. É vergonhoso e de uma insensibilidade tal, que se obrigue as pessoas a se dirigirem às repartições de finanças, entupindo ainda mais estes serviços, para obter um documento que atesta aquilo que por outros meios de fácil acesso provariam ( hoje pela Internet faz-se cruzamentos de informação, etc). Não tenho dúvidas que é mesmo para empatar, desmotivar e pôr as pessoas a pagar . Ontem eu assisti na repartição de Finanças, no edifício 2000, a situações de facto tristes. Vi pessoas idosas, com dificuldades motoras, outras nem sabiam ler e escrever a com os tais impressos do SESARAM na mão, ainda por preencher a 'mendigar' ajuda para obter a senha certa do serviço de atendimento. Eu ajudei algumas e apercebi-me pelo número das senhas que ainda demoraria muito a serem atendidas, e não havia cadeiras vagas para estas se sentarem, apesar da cortesia de muita gente a ceder o lugar. Comentei com uma funcionária conhecida da repartição que manifestou desagrado com a situação que estava acontecer. Hoje com a informação que existe ao nível da S. Social, das Finanças e outros organismos, é possível obter e cruzar evitando incómodos necessários. Se os decisores colocassem as pessoas em primeiro lugar, razão pela qual eles ocupam esses invejáveis cargos, se descessem dos pedestais e vissem in loco' ver as situações de autêntico caos que criam, se contactassem com as pessoas, de certeza que evitariam muitas destas situações. Felizes dos meus pais que têm oitenta anos, por terem os filhos que com certeza irão abdicar de uma manhã ou de um dia de trabalho pra lhes resolver um problema que nunca devia de existir.