Sérgio Potier No mundo actual, em que, no comércio internacional, certos países, se especializaram no tipo de comércio manobrado ,que mais restringe e estreita as portas do mercado, não faz muito sentido jogar nesse tipo de economia, quando outros utilizam o proteccionismo exportador com diminuta empregabilidade nacional, ou seja, quando um governo de um estado pretende o domínio económico através da subcotação contínua dos seus rivais, ao concorrer com baixos custos de mão de obra (o salário mínimo na China é de 180 Euros) em grande parte do mundo desenvolvido e não só, a China está a subcotar os custos de mão de obra dos seus rivais até nenhum deles poder continuar a descer esses mesmos custos, eliminando assim a concorrência, e com a concorrência eliminada, consegue um monopólio (proteccionismo) podendo depois aumentar o preço dos seus bens e serviços. A China é um maximixador de volume e conseguiu matar a lei da vantagem comparativa do modelo clássico Ricardiano, substituindo-a pela lei da vantagem absoluta, na medida em que produz tudo, e produzindo tudo, a alternativa ocidental é fazer parcerias para poder sobreviver. Como é sabido, tem havido uma longa contenda entre a China e os países ocidentais devido às acções deste gigante asiático que persiste em aumentar a taxa de câmbio da sua moeda para a desvalorizar, com o objectivo de aumentar continuamente as suas exportações, sendo que, os vários protestos do ocidente tem caído em saco roto. Perante este cenário proteccionista (porque é disso que se trata, apesar de alguns lhe chamarem concorrência desleal) a questão que se coloca é a seguinte: Num mundo em que nem todos os países cumprem as mesmas regras, decerto que, não faz muito sentido que um país jogue como agente no mercado livre quando a realidade demonstra que o proteccionismo de deve combater com proteccionismo. A economia mundial tornou-se numa espécie de condicionamento industrial e comercial pelas grandes multinacionais que cobrem todos os nichos de mercado, impedindo assim, novo empreendodorismo, o que significa que, o condicionamento industrial e comercial também se faz pela via do mercado.