A. S. Chegada a hora de jantar em família, o assunto recaíu sobre o clima de crispação que envolve a candidatura à Câmara de Machico. É sempre assim, sempre que há candidatos, há intrigas, crispações, jogos de interesses, golpes palacianos, etc. Como já se tornou adágio popular, "onde está um machiqueiro, está um engenheiro", como quem diz, todos com eficácia para criar postulados dogmáticos. Mas isso nós já estamos habituados. O artigo do Diário de 12 de Julho "PSD-Machico tem medo que Olim perca a Câmara", retrata o frenesim dos descontentes do partido, digno de gente sem escrúpulos para atingir os seus objectivos. Mostra que não têm pudor em enchicalhar as pessoas na praça pública, que com dignidade e competência, como é reconhecido no próprio artigo, deram o seu melhor pelo concelho. As intrigas além de infundadas, estão cheias de contradições. Senão, sejamos: Confundem posições de pequeno grupo, com posições holísticas. Baralham candidatura autárquica com a candidatura de Miguel de Alburquerque. Reconhecem a competência do trabalho desenvolvido do actual presidente/candidato, mas exigem pessoas competentes, etc, etc. Fala-se em falta de estofo político para o cargo, e isso deixa-me confuso. Será a capacidadede bem mentir, de aldrabar, de manipular, de corromper, de se submeter aos interesses da máquina partidária... Penso que todos os candidatos merecem todo o meu respeito e consideração, mas denegrir a imagem de uma pessoa séria, responsável e competente, que desde a sua infância, repito, desde a sua infância, tem contribuído para um Concelho cada vez mais culto, não dignifica a condição humana, muito menos a democracia. Mas, por favor, façam o vosso trabalho sem enchovalhar a dignidade das pessoas na praça pública. Enfim, o pequeno grupo do núcleo do PSD Machico entrou em desassossego porque o problema do presidente/candidato António Olim é ser um independente que, evidentemente, não é filiado no partido.