Ao que parece, Portugal parece estar a baixar o seu risco de bancarrota. Portugal colocou-se na quarta posição do "clube da bancarrota", diminuindo, assim, a probabilidade de entrar em incumprimento. É de relembrar que Portugal já esteve, praticamente, no topo deste ranking e que, cada vez mais, parece estar a sair dos lugares cimeiros, em função da descida percentual dos juros da dívida portuguesa. Motivos para suspirar de alívio? Não! Ainda estamos longe de respirar normalmente. Mas afinal é a quem devemos? Fácil! Graças ao esforço do povo. Não houve qualquer política praticada, apenas cortes e mais cortes. O nosso governo não está a cumprir com o que prometeu durante as campanhas eleitorais e quem está a sofrer é o povo, porque acreditou naquilo que foi-lhes dito. Ainda está para vir o dia em que venha um político português cumprir aquilo que prometeu. Falo do governo português, mas também pela Europa fora. Mas existe uma excepção. Actualmente existe um que está a ser notícia em todo o lado. Para quem não se lembra, o actual presidente francês prometeu, quando esteve em campanha eleitoral, aplicar cortes aos grandes salários. Por mais estranho e surpreendente que pareça, essa decisão entrará em vigor já no próximo mês. Patrões de grandes empresas públicas sofrerão cortes substanciais. Como por exemplo, o patrão da empresa de electricidade francesa sofrerá um corte de 68% no seu salário anual (para termos uma melhor noção, essa percentagem representa cerca de 1 milhão de euros). Outra promessa que também foi cumprida foi a de fixar os preços dos combustíveis, pelo menos durante 3 meses. Todos nós já estaremos fartos de ouvir que é necessário fazer um esforço para que possamos salvar a economia nacional. Mas é necessário que sejamos todos a fazer esse esforço e não apenas aqueles que já têm o cinto apertadíssimo. Este é um exemplo que os nossos líderes nacionais deveriam seguir. Quando escrevo isto, não me refiro apenas ao facto de cortar nos grandes salários ou fixar combustíveis, mas sim no simples facto de cumprir aquilo que foi prometido, que parece ser uma dificuldade constante para o nosso Governo.
João Francisco Baptista - Colaboradora da AAUMa