Os madeirenses acabam de ser considerados "perigosos" por aquele que ainda está mandato para zelar pelos interesses colectivos, mas que, uma vez descomprometido com a calamidade pública por si gerada, passa 11 dias fora da Região a tratar de assuntos menores e inconsequentes, aos quais, sempre que não envolvem lazer e ócio, costuma enviar directores de serviços ou secretários regionais com aspirações à sucessão, ou seja, a imitadores da balda institucionalizada. Depois da desconsideração ao abrigo dos "patas rapadas", o Doutor atreve-se agora a insinuar que está rodeado de "uns psicopatas", gente que considera "perigosa" e que lhe serve na perfeição para continuar a encobrir desvarios, luxos e omissões. Se Jardim teme pela sua segurança, quando há bem pouco tempo negou ter solicitado reforço policial, talvez tenha percebido de vez que para além de resmungão em surdina, o povo outrora obediente e fiel à asneira, condescendente com a escapadinha e derretido com a enganosa proximidade, não está mais disponível para pagar em silêncio uma pesada factura que serve apenas para alimentar interesses pessoais, ódios mesquinhos e ajustes de contas. O povo fartou-se de ser usado como escudo de um poder ocupado por gente sem escrúpulos, que mina relações, tudo compra e pouco paga. Daí que o outrora adorado presidente comece a sentir as consequências das traições que engendrou, da mentira efémera e da falta de futuro. Cresce o número dos que não toleram o engano institucionalizado, a perda de direitos adquiridos, a instabilidade social, a humilhação dos pobres, a desqualificação dos talentos, a imposição do medo, a calúnia, a intimidação e a ofensa ditada pelos aprendizes de espionagem ou por escribas de serviço. Quem sabe faz a hora e, definitivamente, nesta terra, para além dos horários dos voos, há quem não saiba a quantas ande, tentando transformar em favores o que são compromissos que não se trocam ou vendem por um pedaço de poder que nos envergonha. Conceição Estudante, Secretária do Turismo Apesar de cautelosa na entrevista ao DIÁRIO, esforçou-se por ser transparente, descolando assim do secretismo oficial. Por muito que custe, mais vale assumir já os custos acrescidos do novo cais do que depois inventar desculpas sem nexo. Rubina Sequeira, Deputada do PND Tem feito uma oposição criativa sem roçar o ridículo. Percebeu que o povo precisa da tradução do discurso político. A entrega de uma máquina de lavar para Ireneu Barreto melhor branquear o sistema é um exemplo perfeito da acutilância. José Faria, Sapateiro Ganhou cinco mil euros do BCP por ser empreendedor e por ter acreditado na sua capacidade de vencer todas as adversidades, inclusive as que limitaram sonos e a mobilidade. que a perseverança faça escola no mundo onde reina o desalento. Rómulo Coelho, Candidato a líder da JSD-M O futuro da JSD-M adivinha-se liberto das criancices que a enfraqueceram e da vigilância sénior que a asfixiou. A postura fracturante, desde que conjugada com capacidade de reivindicação e apresentação de propostas, é salutar. José Câmara, Investigador Universitário Já venceu o 'Prémio Zarco' e volta a a ser distinguido por um trabalho na área da Oncologia do Centro de Química da UMa, feito em parceira com outros investigadores. Orgulhamo-nos da nossa inteligência, a mesma que alguém queria exportar.
Perigosos porque enganados
Depois de negar o reforço policial, assume temer pela segurança. Em que ficamos Jardim?