Como já vimos em outros tempos, Portugal tem implementado medidas que têm tido por base a receita através de impostos. Recuando na história, a pauta de 1837 era considerada como o instrumento de fomento industrial, mas por causa da grave crise financeira do Estado Português daquela época, empurra a política pautal para soluções fiscalistas. O fomento da indústria deu-se mais tarde com Fontes Pereira de Mello, e não por estes meios, mas com investimentos sobretudo nos caminhos-de-ferro. Aumentar impostos é uma medida de curto prazo que traduz receitas imediatas, mas acarreta vários problemas de médio e longo prazo. É preciso ter em conta as lições do passado e tirar ilações delas. Apostar num crescimento consolidado é primordial. Isso se traduz na competitividade das empresas em Portugal, aumentando e fomentando as exportações, crescimento do emprego, aumento dos salários e aumento do poder de compra. Quando as pessoas possuem mais dinheiro consomem mais e isso gera um aumento de receitas para o estado sem aumentar nos impostos. E isto sem falar, é claro, da dívida pública portuguesa que tem que ser diminuída. Há investimentos que são feitos e que não têm retorno mas que contribuem para o bem estar da população. Mas, por exemplo, um presidente de câmara não precisa de um motorista privado. Eu quando vou para o trabalho tenho o meu carro e sou eu o motorista. Aumentando os impostos para o senhor engravatado ter um motorista privado não tem cabimento nenhum.
Ruben Sousa - Colaborador AAUMa