Rui Nóbrega No dia 3 de Maio após a cerimónia do juramento de bandeira no quartel RG3, uma senhora entrou em lipotemia na via publica Como eu passava no local observei a situação e verifiquei que um militar tinha elevado os membros inferiores da senhora. Colaborei e elevei também os membros superiores para que o sangue oxigenasse o cerebro. Alguem trouxe uma pequena garrafa de água para a vitima beber, mas eu não permiti porque a senhora estava inconsciente. Uma jovem militar que tinha terminado de jurar bandeira, mantinha os dois dedos sobre a artéria carótida com demasiada pressão, não estava a sentir a pulsação mas a bloquear a passagem do sangue para o coração Perguntei o nome da senhora, o filho respondeu Fátima. Chamei a senhora pelo nome e logo abriu os olhos. Como alguém já tinham solicitado a presença dos Bombeiros, pensei que tudo estaria normalizado até aquele momento. Momentaneamente a jovem militar teve uma atitude menos correta para comigo. Compreendo que nestas situações os familiares e alguns mirones tentem ajudar, mas acabam por prejudicar a vida de um ser humano. Ainda bem que algumas pessoas presentes tiveram a consciência que as "modas antigas" não ajudam. Por favor nunca prejudiquem a atuação dos bombeiros, dos socorristas da Cruz Vermelha nem a equipa da EMIR. Possuo cursos de socorrismo da Escola de Socorrismo da CVP Lisboa e da Proteção Civil/Bombeiros Voluntários da Ribeira Brava.