Em Maio de 2006, o BE, através do seu então Coordenador Paulo Martins, lançou um desafio para a constituição de um Fórum das Forças Democráticas e de Esquerda cujo objectivo seria o de encontrar pontos de acção convergentes no sentido de tentar construir uma alternativa política à do PSD. Nessa altura, foram realizadas reuniões com diversas forças partidárias, sindicais e sociais mas a construção de tal alternativa foi, sistematicamente, inviabilizada por terceiros e por motivos que, a esta distância, pouca importância têm. Num passado ainda mais longínquo, como recordou muito bem Guida Vieira no seu artigo publicado neste matutino no passado dia 11 de Abril, foi possível à oposição conquistar as Câmaras de Machico e Porto Santo porque houve uma força de Esquerda, do mesmo espectro político do BE, que juntou forças e, no caso da autarquia porto-santense, convergiu e apoiou a lista do PS que viria a sair vencedora. Como se constata, a luta pela convergência das oposições não é de agora: já vem de longe, e com resultados vitoriosos! Em 2013 voltaremos a ter eleições, numa situação social complexa para as pessoas que necessitam de uma mudança de políticos e de políticas, também ao nível das suas Câmaras e Juntas de Freguesia. Esta será uma 'oportunidade de ouro' para juntar forças e, nos casos do Funchal, Santa Cruz, Machico e Câmara de Lobos, construir uma força de União no Poder Local da Madeira. Este poderia ser o primeiro passo para preparar a Alternância Política na Governação Regional em 2015, correndo do poder aqueles que ao longo de trinta e tal anos nos andaram a desgraçar! O BE, no seu Congresso Regional, realizado em Janeiro passado, decidiu propor "negociações imediatas com as restantes forças partidárias (...) no sentido de construir uma alternativa política à do PSD, que deverá ser corporizada por candidaturas conjuntas, ou pelo apoio conjunto a candidaturas independentes, no acto eleitoral de 2013 (...)". Num cenário político em que o CDS decidiu já apresentar-se com listas próprias em todos os Concelhos, faz sentido estender o diálogo a toda a verdadeira oposição para que seja possível desencadear uma batalha pela Democracia e pela Autonomia. Fica o desafio. Unamo-nos para Salvar a Madeira!
Roberto Almada, Líder do BE-Madeira