Manuel Vieira de Sousa Há alguns dias atrás, um responsável duma instituição particular de solidariedade social, (IPSS) alertava para o acréscimo de dificuldades que estão surgir no seio destas instituições, uma vez que a escassez de recursos de que dispõem são claramente insuficientes para fazer face à procura dos cidadãos mais desfavorecidos face à situação que está a ser infligida ao povo português. O aumento do desemprego que assola as famílias e as dificuldades financeiras que atingiram as empresas reflectem-se na economia nacional e na economia regional, particularmente mais penalizada, gerando um crescente número de pessoas que recorrem sistematicamente à sua solidariedade das IPSS’s. É o resultado duma má gestão da “res pública”, em geral, e da “fazenda pública”, em particular, que os nossos governantes vêm a cultivar de há muitos anos a esta parte, levou-nos, a todos, a uma situação cada vez mais insustentável. Serviram pouco para se servirem o bastante! Isto quer dizer que não podemos contar com eles para “ajudar” o crescente número de concidadãos que recorrem à solidariedade de muitas instituições e voluntários anónimos que, duma forma desinteressada, à frente de largas dezenas de IPSS’s, por esse país fora e na nossa região, contribuem para atenuar as dificuldades e misérias de muitos deles. Podemos contribuir para melhorar a vida de todos, atribuindo mais recursos àquelas instituições de solidariedade. E devemos! A segunda fase de entrega de declarações de rendimentos relativos ao ano de 2011 decorre até ao final do mês de Maio. E, sem prejuízo para ninguém, podemos contribuir para amenizar a miséria e o sofrimento dos mais carenciados e reduzir a disponibilidade, mesmo que minimamente, dos esbanjadores mores do reino! Na nossa região, de acordo com a informação publicada no portal das finanças, e como já foi divulgado nas páginas deste diário, há cinco instituições que podem beneficiar do gesto altruísta de consignar 0,5% do nosso IRS a favor das IPSS’s. Para tal bastará colocar na nossa declaração de IRS o número de contribuinte da instituição a quem queremos fazer a consignação. São elas: Santa Casa da Misericórdia da Calheta (511033982) AFARAM - Associação de Familiares e Amigos do Doente Mental da RAM (511159854) Associação 4 de Setembro de 1862 (511010400) CRIAMAR - Associação de Solidariedade Social para o Desenvolvimento e Apoio a Crianças e Jovens (511279191) ADENORMA – Associação de Desenvolvimento da Costa Norte da Madeira (511067453) Esse valor, em vez de reverter a favor dos cofres do Estado, chegará à conta da IPSS que nós escolhermos. Assim, podemos contribuir para amenizar as dificuldades dos mais desfavorecidos, beneficiando as IPSS, com alguma receita que terá uma aplicação mais rentável, socialmente falandopara o momento difícil que se atravessa. E, por outro lado, contribuímos para que os vampiros delapidadores da “fazenda pública” fiquem com menos sangue para sugar. Um apelo muito particular aos profissionais da área da contabilidade e fiscalidade que, nos vários gabinetes e escritórios espalhados pela região, podem contribuir duma forma desinteressada mas muito eficiente nesta matéria: ajudemos, todos, a ajudar os outros! Não dói nada, mesmo!