Albertina Rodrigues Tem sido noticia a ajuda, que é como dizer a esmola aos carenciados - agora não se diz pobres porque é feio - que tem sido dado por Entidades Públicas àqueles que não conseguem emprego ou por qualquer razão o perderam, já para não falar de muitos outros para quem a vida foi madrasta, merecendo especial referência as Instituições de carácter particular e religiosas que muito fazem, para suavizar as dificuldades de muitos que precisam da ajuda de terceiros para poderem sobreviver. O que me leva a escrever estas linhas é a quase revolta que sinto, quando vejo os bem instalados falar dessa ajuda, como se fosse um favor, ou quase milagre da multiplicação dos pães que "eles(as) estão a fazer, como de almas generosas se tratassem, esquecendo que aquilo que é entregue aos pobres, desculpem; "carenciados", é doado por todos nós através de peditórios ou do erário público. Pior é a falta de sensibilidade de alguns para perceberem, que há quem prefira passar miséria do que ter de ir a esses locais para comer, ou pedir o que quer que seja. Esquecem -se que há gente pobre com muita dignidade e ricos que chegaram aí, Deus sabe como...Em todos esses há duns e doutros... O que a maioria dessas pessoas precisa é de um emprego para viverem com dignidade, qualquer que seja o seu estatuto, mas parece que isso não interessa e muito menos preocupa os que estão no "puleiro" de cá e de lá,em muitos desses lugares. Então surgem como benfeitores que dão uma esmola aos carenciados, com pena deles ou conforme o dia... Acordem! Deixem de se fazer passar por bemfeitores, quando não o são! Emprego sim, esmola não!