Lina Foi com surpresa que, com entusiasmo, me dirigi ao museu de fotografia Vicentes para consultar e pedir a impressão de uma fotografia de um familiar meu tirada no início do século XX. Permitiram-me a consulta da fotografia, ficando combinado o tamanho e o respetivo preço da mesma, no entanto teria de aguardar, algumas horas por uma autorização. Passadas algumas horas, voltei ao museu e de uma forma pouco cordial recusaram-me o serviço, justificando que já não o faziam, porque as fotografias estavam "agora ao desbarato nas feiras". Fiquei muito desiludida com a resposta dada, pois a esperança de conseguir aquele precioso documento desaparecera naquele preciso momento, e tal foi o meu desencanto por aquele espaço que em tanta consideração e estima tinha até então. Compreendo que haja oportunismo em se vender tais fotografias nas ditas "feiras", no entanto deve haver alguma sensibilidade por parte das pessoas que trabalham neste museu, e devem respeitar o interesse dos seus visitantes e clientes. Desconhecia, igualmente, que já não se vendiam fotografias no referido espaço. Não sou colecionadora de fotografias, mas prezo muito as que se referem à família, sobretudo de familiares que já partiram. Tendo em conta o facto de me ter sido recusada uma fotografia de um familiar, que não sei por que vias o museu a detém, pergunto-me: e os direitos de imagem? Será que houve autorização de algum familiar para divulgar as suas imagens? E já agora, será que nem comprovando a ligação familiar com algum dos retratados do museu é possível obter uma impressão de fotografia?