Mário Mascarenhas Alencastre Os meninos à volta da lareira, aprendem, que no jardim à beira-mar plantado, os CRAVOS estão, murchando, definhando; muitos já secaram! Plantados, com tanto, entusiasmo, alegria, carinho, cresceram lindos, exuberantes, viçosos, para felicidade, de muitos, e, tantos! Mas, toda essa beleza dos Cravos lentamente, foi, desaparecendo. Os que cuidavam dos cravos, orgulho nacional, acreditavam que intempéries, perigos, não podiam prejudicar, pujança, vigor, crescimento, dos cravos, tão belos, que eram. Enganaram-se! Bandos de abutres, aves de rapina, pragas de insetos, espalhados pelo jardim à beira mar plantado, destruíram, plantas, flores, e, dos, Cravos, pouco, já resta. Aridez, Desolação, Sombras. Choraram uns; traídos - enganados, outros, esse Sonho, Ilusão, de Eterna, Primavera, de flores, emoções, sentimentos, virou, fracasso, desilusão, pesadelo, dor, tristeza! À volta da Lareira, os meninos inquietos, confusos, perguntam: E nós, crianças? Onde vamos brincar? Sem jardim… sem flores,…sem cravos! Silêncio… apenas… o crepitar, da madeira, na lareira… É a Pátria, a Arder, a Consumir-se, diz, um menino! E, LÁGRIMAS, puras, inocentes, brotam, em profusão, dos olhos, dos meninos, à volta da lareira… na Magia…encanto… de ser Criança!