Mário Augusto da Cruz Eu, na qualidade de Agente da PSP Aposentado, Ex-combatente na Guiné, no ano de 1965 e cidadão Português, do qual sinto grande orgulho e porque toda a minha vida trabalhei, sempre cumprindo com os meus deveres tributários e cívicos, venho por este meio demonstrar a minha indignação e revolta, pelos seguintes factos: 1.- Se furtar ou contrair uma dívida, sou processado criminalmente e disciplinarmente devido à minha condição de reformado das forças de segurança e sob a alçada do Regulamento Disciplinar da PSP, todavia quem deixou o País neste estado passou impune, não existindo culpados até a presente data, como é hábito neste Portugal. 2.- Assim, apenas solicito a V. Exas., na qualidade de representantes do povo, que se debatem e insistem veementemente para que de uma vez por todas deixem de nos roubar a miséria que recebemos de reforma, pois trabalhei desde os treze (13) anos e presentemente o lema é só tirar e mais tirar, foi metade do subsídio de natal, vai o subsídio de férias e mais IRS, penso que brevemente voltará o tempo do Salazar. 3.- Basta de poucas vergonhas, pois em vez dos nossos legais representantes, digo Deputados, se debaterem sobre as várias medidas de austeridade que nos são impostas todos os dias, preferem fazer escândalos, nomeadamente usando palavreado obsceno, agressões verbais e até física, como foi divulgado recentemente pela TV e vista por milhões de pessoas. 4.- Para finalizar, quero dizer. que tenho um elevado agregado familiar, os quais dependem apenas da minha reforma, sendo ainda avô de onze netos, que também precisão de ajuda, contudo e devido às circunstâncias, prefiro finalizar, pois se tivesse que dizer o que sinto teria de usar adjectivos muito fortes e violentos relativamente a algumas pessoas que nos representa, preferindo apenas pedir que os Senhores Representantes do Povo Madeirense, dignifiquem, justifiquem a vossa eleição, bem como o vencimento que auferem mensalmente, que certamente não será igual à minha reforma.