Maria Ramos É madrugada, o sol ainda não nasceu e a lua ainda não adormeceu. Deitada debaixo do meu enxoval, escuto o som de uma melodia que me faz relembrar momentos felizes… o fim dos meus sonhos acaba ali, com a melodia da minha vida. Abro os olhos… É o começo de um novo dia. Os meus pensamentos começam a programar o dia, aquele dia em que fará nascer o sol a fim de iluminar o meu caminho para prosseguir na minha vida. Levanto-me com um brilho no rosto, sinto aquele objeto comprometedor, aquele objeto brilhante, radioso, que mudou a minha vida, que me faz sentir especial, como uma flor na primavera, dado por uma pessoa grandiosa, iluminadora do meu rumo diário, sol do meu coração. Os meus pensamentos fluem à medida que o meu olhar se fixa no meu dedo da mão esquerda, amarelo e brilhante és… fizeste com que me interligasse com aquele, que por um simples olhar me cativou, me apaixonou… aquele que mudou a minha vida e cativou o meu coração. O dia em que a minha mão esquerda brilhou como o brilho do mar num dia de verão, a minha vida virou criança. Esse lindo dia era uma tarde do mês mais bonito, mais alegre e iluminado do ano. Ai tarde, tarde… como mudaste a minha vida, Ai tarde, tarde… como és tão simples e serena, tão alegre e tão cheia de emoções. Ficaste na minha memória, nas minhas lembranças e na minha mão. Mão que tanto prometes, Mão que tanto sonhas, Mão que tanto dás, Ficaste mais bonita, mais grandiosa e mais significativa. Possuis algo que jamais esqueço, quando vou à procura do mar, dos meus pés. Novamente olho-te, És tão luminoso e circular como o sol lá do espaço, És e sempre serás aquele objeto que me orienta para a alegria sucessiva, És um anel que saiu de uma loja, com um destino traçado; com destino ao quarto dedo das minhas mão, pois sem elas não poderia possuir esta grandiosidade.