É director Regional de Florestas, presidente da Federação dos Bombeiros da RAM e da Associação de Bombeiros Voluntários da Calheta. Noutras legislaturas chegou a ser eleito deputado à Assembleia Regional (com mandato suspenso face às funções que desempenha). É autarca (foi ex-vereador e agora é presidente da Assembleia Municipal da Calheta). É um militante social-democrata empenhado mas descarta a possibilidade de ser candidato do PSD à presidência da Câmara da Calheta, mesmo que o partido o peça.

Em entrevista ao DIÁRIO/TSF/Online, Rocha da Silva disse que não se pode cortar 15% às corporações de bombeiros como se corta a um clube de bilhar. E explicou que, em tese, a 'Empresa de Serviços de Bombeiros' (ESB), que ajudou a fundar, poderia concorrer ao contrato de prestação de serviços de socorro e emergência no aeroporto da Madeira (concurso ganho pela EFACEC) mas não tinha estrutura financeira para o fazer. Contudo, na prática, através de protocolos, deverão ser bombeiros regionais a prestar serviços no aeroporto para a EFACEC.

Aconselha as Casas do Povo a promover cursos de socorrismo em vez de "croquetes e pudins veludo"; está contra o "monopólio" da corporação única de bombeiros para toda a Região; critica o Hospital que retomou o transporte de doentes quando há uma lei de enquadramento que pode estar a ser desresepitada; e esclarece que a Polícia Florestal não abate o 'Pombo Trocaz' por capricho ou diversão.

Rocha da Silva anunciou que o secretário regional dos Assuntos Sociais criou um grupo de trabalho para pensar a racionalização de custos nos meios de socorro e emergência. A Madeira tem 697 bombeiros. No seu entender, uma corporação única implicaria a dispensa de metade. Sobre o combate a incêndios florestais, mantém as reticências relativamente ao emprego de meios aéreos.